Como quebrar o ciclo de desejar e não agir
Se a gente não transforma desejos em ações, eles continuam sendo apenas desejos. E o preço disso é a frustração.
Você prometeu que 2026 seria O ANO da sua carreira. Que iria se desenvolver, que faria o jogo virar. Conseguir uma promoção, um novo emprego, fazer novas conexões, estudar, tirar novas certificações.
Maravilha.
Esta news está sendo escrita na última semana de janeiro e a pergunta que fica é:
O que você fez neste mês para alcançar os seus objetivos de 2026?
Eu sei, esse questionamento pode ser um tanto incômodo. Afinal, é tão gostoso apenas desejar, né?
Acontece que, se a gente não transforma os desejos em ações, eles continuam sendo apenas desejos. E o problema disso é que, geralmente, quando novembro ou dezembro chegam, a sensação de culpa e frustração vem como uma avalanche.
Você percebe que, em um piscar de olhos, o ano passou, você não se dedicou ao que tanto queria e agora tudo vai ficar para o próximo ano. De novo.
Eu sei bem como é essa sensação de falhar consigo mesmo. Já senti isso algumas vezes, mas descobri a raiz do problema e consegui passar de sonhadora para executora.
Mudar é perder. E o nosso cérebro não quer perder nada.
É bem normal querer muito alcançar um objetivo, mas ter dificuldade em colocar isso em prática. O motivo é simples: para alcançar um novo objetivo, precisamos mudar algo em nós mesmos, na nossa rotina, ou nos dois.
Tem um trecho muito bom do livro Talvez você deva conversar com alguém da Lori Gottlieb que diz:
“Como terapeuta, sei muito sobre dor, sobre as maneiras como a dor está ligada à perda. Mas também sei algo menos compreendido: mudança e perda andam juntas. Não podemos ter mudança sem perda, motivo pelo qual é tão comum as pessoas dizerem que querem mudar, mas continuarem exatamente iguais.”
Mudar pressupõe perder. Você deixa de fazer x para fazer y. Ou seja, precisa fazer um esforço para abrir mão do que já é familiar. E o nosso cérebro detesta isso. Somos programados para gastar o mínimo de energia possível e evitar qualquer situação que gere desconforto ou dor.
Sim, sonhar e desejar é prazeroso. Executar é difícil porque envolve mudança, perda e desconforto. E é exatamente aí que a corda costuma arrebentar. Mas eu estou aqui para te ajudar a atravessar esse processo e fazer com que fevereiro, e todos os meses seguintes, sejam diferentes.
Como diria James Clear em Hábitos Atômicos: “Mudar o que você faz é a maneira mais prática de mudar quem você é.” Então, vamos para a prática.
Tutorial de como sair do plano das ideias e começar a executar
Defina seu objetivo: Você quer um novo emprego? Fazer um curso? Uma mudança de área? Seja claro sobre o que deseja realizar.
Falando em carreira: se você quiser saber o que o líder de produtos da OpenAI considera essencial para ser um profissional valorizado, assista esse vídeo no meu canal no Youtube.
Transforme o objetivo em pequenas ações: O que precisa ser feito para chegar lá?
Exemplo: se você quer fazer um curso, precisa reservar tempo para estudar e assistir às aulas. Ou se você quer um novo emprego, precisa reservar tempo para se aplicar nas vagas e fazer novas conexões.Bloqueie tempo na sua agenda: Esse é o grande desafio, afinal, quem tem tempo sobrando, não é mesmo? Portanto, comece com o que é possível, nem que sejam 30 minutos, duas vezes por semana. O importante é começar e manter a constância.
Cumpra o combinado: Aqui a brincadeira fica séria. Seu cérebro vai tentar criar todas as desculpas possíveis para evitar o desconforto e te manter exatamente onde você está: “Estou muito cansado”, “Tenho outro compromisso”, “Depois eu faço”.
Algo que sempre me travou foi a dificuldade de dizer não por medo de desagradar. Hoje entendo que, se alguém não respeita o meu momento e os meus sonhos, essa pessoa não tem estar na minha vida.
Se comprometa. Seja firme. Diga os nãos necessários. Faça mesmo sabendo que não será perfeito. Com o tempo, fica mais fácil. Prometo.
Registre o que você faz: Particularmente, adoro dar check nas tarefas em uma agenda ou em um caderno que uso como journal. Conseguir ver o que fiz em algo físico me traz uma sensação de satisfação muito maior do que registrar tudo apenas no digital, sabe?
Reserve um tempo para análise e ajustes: Separe alguns minutos no fim da semana e do mês para avaliar o que funcionou, o que não funcionou e se é preciso ajustar a rota.
Comemore seus avanços: Crie um pequeno ritual de celebração, mesmo que simbólico. Praticar a gratidão e comemorar ajuda seu cérebro a associar esforço com recompensa, e isso é essencial para tornar o processo mais prazeroso.
E aí, pronto para colocar a mão na massa?
Se você já começou em janeiro, excelente. Se não começou, ainda dá tempo.
Apenas execute.
Quero você voltando aqui para me contar tudo o que realizou em fevereiro e como está cada vez mais perto de dar o próximo passo na sua carreira.
Desejo que você termine o próximo mês acreditando mais em si e sabendo que, sim, você é capaz de realizar e conquistar.
Espero que você tenha curtido esse texto. Se sim, vou agradecer se conseguir compartilhar com os amigos.
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Até a próxima semana!


